Aprenda a preencher o S-2240 do eSocial de forma correta, evitando erros e garantindo conformidade em SST na sua empresa. Neste artigo, você vai ver:

  • Como preencher o evento S-2240 do eSocial: orientações práticas para o seu RH
  • O que é o evento S-2240 do eSocial?
  • Quem é obrigado a enviar o S-2240?
  • Quais dados devem ser preenchidos no S-2240?
  • Qual a relação entre S-2240, GRO e LTCAT?
  • Como um sistema pode automatizar o preenchimento do S-2240?
  • Preenchendo o S-2240 com segurança e eficiência

Acompanhe como as novas regras do Programa de Gerenciamento de Riscos podem impactar sua rotina em 2026 e descubra como evitar penalidades para a sua empresa!

O que significa GRO e qual sua obrigatoriedade em 2026?

Desde a atualização da NR-1, toda empresa que tenha empregados regidos pela CLT deve estruturar e implementar um Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. 

Popularmente abreviado por GRO, esse programa não é apenas normativo, mas se tornou exigência formal para todas as organizações, independentemente de porte ou segmento. Seu objetivo principal é sistematizar o controle de riscos presentes no ambiente laboral, com foco em prevenção.

Em 2026, a fiscalização do Ministério do Trabalho estará atenta ao cumprimento do GRO, podendo as empresas que descumprirem essa exigência sofrer multas, interdições e até passivos judiciais. 

Ao contrário de legislações anteriores, a NR-1 deixa clara a obrigação de uma política ativa e contínua de identificação e controle de perigos.

Como criar e adequar o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)?

A implementação do PGR, base do GRO, envolve uma série de etapas interligadas. O processo deve ser conduzido preferencialmente pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), em conjunto com o RH, clínicas ocupacionais e lideranças da empresa. Veja:

  • Diagnóstico das atividades: Primeiro, são mapeadas tarefas, setores e equipamentos, identificando funções expostas a riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e, principal novidade, psicológicos.
  • Análise de perigos: Em cada atividade, localizam-se as ameaças reais ou potenciais à saúde do trabalhador.
  • Avaliação dos riscos: Define-se a probabilidade e a gravidade dos danos com base nas condições identificadas, priorizando as mais críticas.
  • Definição de medidas preventivas: Estabelecem-se controles como EPI, EPC, adequação de máquinas, rodízio de funções, pausas programadas e ações de apoio psicológico.
  • Monitoramento contínuo: O cumprimento das medidas é acompanhado, com revisões regulares sempre que houver mudanças no processo, acidentes ou eventos significativos.

Um ponto negligenciado é a inclusão de fatores psicossociais no programa, o que passou a ser obrigatório. Exemplo prático: empresas com alto índice de absenteísmo por ansiedade e estresse devem mapear esses riscos, propor programas internos de apoio e registrar todas essas ações.

Documentação obrigatória, treinamentos e integração ao eSocial

O registro documental das ações é peça central para garantir segurança jurídica e comprovação em fiscalizações trabalhistas. Devem fazer parte do GRO:

  • Inventário de riscos atualizado: planilha ou software descrevendo perigos mapeados e sua classificação
  • Plano de ação: documento indicando medidas adotadas, responsáveis e cronograma de implementação
  • Relatórios e registros de controle de saúde, exames, treinamentos e intervenções
  • Comunicação formal ao eSocial dos eventos relacionados à saúde e segurança

O Programa de Gerenciamento de Riscos deve estar alinhado aos eventos do eSocial, especialmente S-2210 (CAT), S-2220 (monitoramento da saúde do trabalhador) e S-2240 (condições ambientais do trabalho). A ausência ou inconsistência nos dados pode gerar autuações automáticas via cruzamento de informações.

Nos treinamentos, a recomendação é manter registros atualizados de participação dos trabalhadores em capacitações de segurança e treinamentos específicos para novos riscos identificados, conforme novas tecnologias ou processos sejam implementados.

Como prevenir multas com a atuação preventiva do GRO?

Muitas penalidades trabalhistas decorrem da omissão em identificar e agir sobre riscos presentes no ambiente de trabalho. O GRO propõe mudança de mentalidade: agir antes, e não só reparar depois. 

Empresas que estruturam seu programa, revisam rotinas e investem em prevenção têm um histórico menor de autuações e processos judiciais. Veja alguns exemplos práticos de ajustes necessários:

  • Ajuste de máquinas conforme inventário de riscos mecânicos, evitando acidentes graves
  • Estabelecimento de pausas e rodízios em atividades repetitivas, diminuindo afastamentos por LER/DORT
  • Implementação de canais internos de apoio psicológico com registro no PGR
  • Treinamentos frequentes com foco na cultura de segurança, envolvendo toda a equipe
  • Atualização rotineira dos inventários de risco diante de mudanças estruturais

Em auditorias, como detalhado na avaliação da segurança do trabalho, empresas que entregam documentação organizada e mostram controles ativos reduzem drasticamente o risco de multa ou embargo.

Riscos psicossociais: um novo desafio dentro do programa

O GRO, a partir de 2026, deixa explícito que não basta zelar apenas por riscos físicos ou químicos. O contexto pós-pandemia ressaltou a importância dos aspectos psicológicos e sociais no trabalho.

Riscos psicossociais incluem insatisfação, assédio, desequilíbrio da vida pessoal e profissional, jornadas extensivas, falta de cooperação entre equipes, por exemplo. Ignorar esse aspecto pode trazer impactos legais, como processos de indenização por danos morais além de penalidades administrativas.

Mapear esses riscos exige:

  • Pesquisas internas de clima e bem-estar no trabalho
  • Espaços regulares de diálogo com colaboradores
  • Planos de apoio psicológico e reabilitação ocupacional
  • Inclusão destes dados nos registros do PGR e ações de acompanhamento

Pela experiência do time da SSTHub, tratar fatores psicossociais requer diálogo constante entre o SESMT, RH e lideranças, com o uso de ferramentas digitais capazes de garantir histórico e sigilo das informações.

Tecnologia no controle e na automação do GRO

O uso de sistemas dedicados, como plataformas de gestão em Segurança e Saúde do Trabalho, é apontado como eixo para agilizar rotinas, armazenar documentos de modo centralizado e integrar treinamentos, laudos, inventários e programas.

Ao automatizar a comunicação com o eSocial, os sistemas eliminam erros de preenchimento e colaboram para as empresas responderem exigências legais em tempo hábil. 

Ferramentas como SSTHub se destacam por oferecer relatórios gerenciais, alertas para atualização de documentos e fácil acesso a históricos de ações em auditorias. Para conhecer mais práticas modernas de gestão de riscos ocupacionais, vale acessar recursos sobre tecnologia aplicada nessa área.

Além disso, o controle de jornadas e pausas, tema detalhado em boas práticas de controle de jornada, é indispensável para registros de conformidade e prevenção do adoecimento ocupacional.

Fortalecer a cultura preventiva e atualizar protocolos

De nada adianta uma política bem escrita e sistemas de ponta se a cultura interna não valoriza o cuidado com a saúde coletiva. Empresas com bons resultados em SST são aquelas onde a liderança dá exemplo, incentiva a participação dos trabalhadores e investe em treinamentos dinâmicos e recorrentes.

Atualizar protocolos, revisar o PGR e promover discussões periódicas sobre novos riscos são estratégias que mantêm a empresa protegida e pronta para responder às exigências legais futuras.

A obrigatoriedade do GRO em 2026 coloca as empresas em uma nova era da gestão trabalhista. Não se trata apenas de atender a normas, mas de estruturar uma rotina preventiva real, onde toda adaptação documental, tecnológica e de cultura organizacional seja constante.

Empresas que investem em tecnologia, treinam seu pessoal, mantêm documentos atualizados e integram o Programa de Gerenciamento de Riscos ao dia a dia reduzem drasticamente o risco de multas e litígios trabalhistas.

Quem deseja garantir conformidade, segurança e saúde no trabalho de forma simples pode contar com o SSTHub, que centraliza todas as demandas de SST e facilita o cumprimento legal. 

Faça seu contato através do formulário e conheça as soluções que tornarão sua empresa referência em gestão de riscos!

Perguntas frequentes sobre o GRO em 2026

O que é o Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais?

O Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, conhecido como GRO, é o conjunto de medidas que visa identificar, avaliar e controlar os riscos presentes no ambiente de trabalho. Ele baseia-se na NR-1, sendo obrigatório para todas as empresas a partir de 2026, com foco tanto em perigos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos quanto em fatores psicossociais.

Como o GRO ajuda a evitar multas?

Ao estruturar rotinas preventivas, documentar processos e garantir a atualização constante do inventário de riscos e dos treinamentos realizados, o GRO facilita a comprovação de boas práticas em auditorias e inspeções do trabalho. Assim, previne multas por ausência, insuficiência ou inconsistência nas ações de SST.

Quais empresas precisam implementar o GRO?

A obrigatoriedade do GRO atinge todas as empresas com trabalhadores regidos pela CLT, independentemente do porte ou ramo de atividade. De pequenas clínicas ocupacionais a indústrias de grande porte, todas devem adequar seus protocolos a partir de 2026.

Quais documentos fazem parte do GRO?

Compõem o conjunto documental do GRO: inventário de riscos ocupacionais (detalhando cada perigo e sua classificação), plano de ações preventivas, registros de treinamentos realizados, comunicações feitas ao eSocial, relatórios de saúde ocupacional, atas de reuniões do SESMT e comprovantes de entrega de EPIs.

Qual o custo para implantar o GRO?

O custo de implantação do GRO pode variar conforme o porte da empresa, grau de exposição a riscos e tecnologia empregada. Entretanto, investir em prevenção acaba sendo muito mais econômico do que lidar com multas, processos trabalhistas e afastamentos. Soluções como o SSTHub otimizam investimentos ao centralizar e automatizar processos, tornando a implantação e o acompanhamento do programa mais acessíveis.